Ministério Internacional de Mães Unidas em Oração

Ministério Internacional de Mães Unidas em Oração
O Ministério Moms In Prayer International, anteriormente conhecido como Moms In Touch / Mães em Contato, chama-se, atualmente, Mães Unidas em Oração no Brasil. Começou em 1984, em Bristish Columbia, Canadá com Fern Nichols. Atualmente o Ministério está em quase 150 países. É um ministério de oração em favor dos nossos filhos (biológicos, adotivos e espirituais), os colegas deles, suas escolas, professores e diretores para que sejam guiados por altos valores bíblicos e morais e, assim, cobrir todas as escolas do mundo com uma rede de proteção espiritual através da oração. A base do Ministério são as escolas de nossos filhos. (Educação Infantil até a Universidade)

terça-feira, 31 de maio de 2016

CALENDÁRIO NACIONAL DE ORAÇÃO - BRASIL - MÊS DE JUNHO DE 2016

No Momento "A SÓS COM DEUS", a Mãe Unida em Oração escolhe a hora mais apropriada, diariamente, e ora de 3 a 7 minutos por um dos filhos (biológico, adotivo ou espiritual), pela escola e pelo pedido do dia que está no Calendário Nacional de Oração, enviado para todas as Mães que pertencem ao Ministério.

O Calendário não substitui o encontro semanal dos Grupos de Mães Unidas em Oração.

Se a irmã pertence ao Ministério e não recebeu o seu Calendário Nacional de Oração é só nos enviar um e-mail: contato@maesunidasemoracao.org

Mãe Unida em Oração é apenas instrumento nas mãos de Deus. Quem é digno de toda honra e de toda Glória é o Senhor Jesus Cristo! É Ele quem guerreia "com" e "através" de nós! (Efésios 6: 10-20).

Somos apenas servas!

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos. 
Todo filho precisa de uma mãe que ora. 
Você já orou pelo seu filho hoje? 

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contato@maesunidasemoracao.org

segunda-feira, 16 de maio de 2016

COMO A ORAÇÃO DE UMA MÃE PODE REALIZAR MILAGRES


Cuidar de um filho não é fácil, todas passaram ou passarão por grandes desafios, dores, perdas e provações. 

Mas existe uma diferença entre a mulher que tem o entendimento de sua responsabilidade como mãe, e a mulher que vive essa função a partir da crença de que não está sozinha. 

Se tiver fé que Deus está seguindo ao seu lado, você vai superar todas as provações e dificuldades que possam advir de sua responsabilidade com os filhos.

Quando uma mulher tem um filho ela assume o encargo de cuidar, consolar, de estar disposta a chorar com ele, de superar as dores para atender a necessidade desse filho, de perdoar seus erros... Mas sozinha ela não conseguirá realizar muita coisa.

Como ela conseguirá fazer isso se um filho se rebelar ou se distanciar? Se ele se envolver pelas artimanhas do nosso inimigo?
Esse poder virá a partir da oração e de sua dignidade perante o Senhor. Quando uma mãe se aproxima de Deus por intermédio de Jesus Cristo, terá força, sabedoria e discernimento para proteger seus filhos com fé coragem e perseverança!

Deus ouve a oração de uma mãe, porém isso não impedirá que venham adversidades e dores; e quando vier, o Senhor as consolará no momento da perda, dará sabedoria para tomar decisões e força para enfrentar e suportar as adversidades. Para isso precisam estar próximas a Ele através da oração fervorosa.

Manter-se próxima a Deus através de Jesus Cristo é o meio mais eficaz que uma mãe pode ter, mas para isso ela precisa conhecer quem realmente é Seu Salvador. Isso significa entender a imensidão do Amor de nosso Pai Celestial quando permitiu que Seu Filho Amado sofresse todas as dores por nossos pecados e que morresse para nos salvar. Sim, Ele deu Seu Amado Filho por todos os outros filhos...

Não é difícil uma mãe entender isso quando ela sente que o amor que tem por seu filho é somente uma pequena parte perante o amor que Deus e Jesus têm por nós. 

Deus supre todas as nossas necessidades.  

Mãe você não está só! A oração muda tudo Apenas confie!

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo Filho precisa de Uma Mãe que ora.
Você já orou pelo seu filho hoje?

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sábado, 14 de maio de 2016

EU ERA FELIZ E NÃO SABIA...

“O que passo a relatar agora é o agir de Deus em minha vida e na vida de meu esposo. Fomos criados na igreja e, com 19 anos me casei. Fomos morar em São Paulo. Meu esposo, após cursar a faculdade de medicina, sentiu o chamado para o ministério da palavra. Fez o seminário e foi consagrado pastor. Sabia da responsabilidade que tinha como esposa. Temos cinco filhos: Ana Clara, Ana Maria, André, Ana Júlia e Ana Sofia.

Durante uma visita a meus pais, no Rio de Janeiro, no ano de 2004, participei de um encontro, na Igreja Batista do Méier, Rio de Janeiro, RJ onde a irmã Heloiza Pimentel falou sobre o Ministério de Mães Unidas em Oração. Foi um dia maravilhoso. Meus filhos eram pequenos. Comecei o Ministério com mais algumas mães, em minha igreja. Eu não fazia nem idéia do que eu e minha família enfrentaríamos nos anos seguintes. Meus filhos sempre participaram das atividades da igreja, EBD, Equipe de louvor, Coro infantil, juvenil, esportes, EBFs, etc...

Passados mais alguns anos, começamos a perceber que nossa filha Ana Maria, com 16 anos estava mudando muito rápido de comportamento. Estava terminando o ensino médio. Tinha duas colegas que estavam levando nossa filha para o abismo. Começou a namorar um rapaz e nos tratava de maneira agressiva. Estávamos aflitos. Não queria mais ir à igreja, nem participar de nada. Não obedecia mais. Certo dia, meu esposo foi conversar com ela e foi então que tudo aconteceu. Ele tentou ajudá-la. Queria saber como agir, visto que, não sabíamos mais o que fazer. Ela disse que iria cuidar da vida dela e que não precisava mais de babás. Meu esposo ficou profundamente triste e disse que já que ela pensava assim, que ela fosse cuidar da própria vida, pois enquanto vivesse debaixo do mesmo teto que ele deveria obedecê-lo. Foi um horror. Ela enfrentou o pai e disse que não via a hora de ir embora. Ele disse que ela ficasse a vontade para seguir o caminho dela. Ela arrumou uma mochila e disse que ia embora com uma das colegas que também não suportava mais os pais. Meu esposo não se opôs. Meus outros filhos estavam todos tristes com o comportamento da irmã. Não tomaram partido. Ela partiu. Não deu mais notícias.

Procuramos saber com os pais de uma das colegas que também foi embora e eles também não tinham notícias. Apenas sabíamos que ela tinha ido para Belo Horizonte morar em um albergue e que estava trabalhando em uma fábrica. Em todas as reuniões de nosso Grupo de Mães Unidas em Oração, orávamos por ela. Muitas noites ficamos sem dormir, pois não tínhamos notícias. Não sabíamos nada do que estava acontecendo com ela. Meu esposo sofria calado. Meus filhos estavam tristes.

Bem, continuamos nossa jornada na igreja e clamando a Deus pela vida de Ana Maria no Grupo de Oração de Mães Unidas em Oração. Ela nunca telefonou. Não dava notícias. Um dia, depois de quatro meses, o telefone tocou e era ela. Foi uma emoção sem fim. Ela perguntou se estava tudo bem. Perguntou pelo pai, pelos irmãos, pela igreja... Eu disse que estava tudo bem. Ela disse que tinha telefonado para saber notícias e que estava tudo bem com ela. Estava trabalhando e estava muito feliz. Perguntei onde estava morando, para ela pelo menos me dar um telefone de contato e ela disse para eu não me preocupar... Em seguida desligou o telefone. A dor foi terrível. Nunca imaginei passar por uma situação dessas. Minha família, igreja, amigos... Todos estavam solidários...

Passados mais três meses, já perto dela completar 17 anos, ela telefonou e perguntou se poderia voltar para casa. Eu disse que iria falar com o pai dela sobre o assunto. Foi então que ela começou a chorar no telefone e disse que todos a abandonaram. Que estava sozinha. Não tinha para onde ir. Estava passando fome e que estava entrando no oitavo mês de gravidez. Quase enfartei. Não acreditava no que estava ouvindo. Pedi a ela que aguardasse um pouco e que me retornasse a ligação em duas horas. Clamei ao Senhor Jesus! Foi neste momento que telefonei para a irmã pedindo uma orientação. A irmã, usada por Deus disse que era para eu ajudá-la. Estender a mão, afinal era nosso primeiro neto e ele não tinha culpa de nada. Eu estava preocupada com meu esposo que estava na igreja. Qual seria a reação dele. A irmã me disse que Deus estava preparando tudo. Que era para eu telefonar para ele e pedir que viesse para casa, pois surgiu algo de extrema importância... Assim eu fiz... Quando meu esposo chegou compartilhei com ele o ocorrido e ele chorou amargamente. Foi de partir o coração. Pouco tempo depois o telefone toucou, meu esposo atendeu, eles conversam e ela pediu perdão e voltou...

Demos todo apoio! Muitas lutas tivemos! Ela teve pré-eclampse. Quase morreu no parto. Teve hemorragia.

Hoje estamos com nossa netinha, Ana Beatriz. Ela mudou de vida. Esta estudando, trabalhando e cuidando da filha. Voltou para os caminhos do Senhor e disse que era feliz e não sabia.”

Ana Cristina de Souza Pacheco Tavares
(Mãe Unida em Oração - São Paulo, SP)

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quarta-feira, 11 de maio de 2016

QUEREMOS TER A VISÃO DO ALTO



Temos muitos motivos para orar,dentre tantos, pela proteção de nossos filhos.

Quantos ataques, quantas intervenções e projetos maligno contra suas vidas...

Cremos que Deus está nos movendo a orar como que construindo ninhos nas alturas. No lugar seguro e secreto,nos braços do Pai.

Ainda que nós (mães) ou eles (nossos filhos) venhamos ficar como criancinhas num elevador, só vendo pernas e bolsas e com os pescocinhos doendo de tanto olhar para o alto como quem desejando o colo da mãe para ver tudo de outro modo.

QUEREMOS TER A VISÃO DO ALTO, DO MUITO MAIS QUE O SENHOR TEM, DE TUDO GRANDIOSO QUE O SENHOR TEM.

Somos mães, e temos uma maravilhosa proteção, d'Ele. Estamos em segurança, desfrutando de graça e misericórdia e, ainda que o nosso inimigo (Satanás) venha ferir nosso calcanhar ou dos filhos que tanto amamos, isso é tudo o que ele pode fazer, pois a Palavra diz que o Senhor Jesus esmagará a sua cabeça.

O que acontece quando as mães oram?

1. Elas protegem seus filhos, constroem seus ninhos num lugar alto e os ensina a viver lá.

"A mão que balança o berço é a mão que governa o mundo."

Onde estão nossos filhos? Como e por quem tem sido "embalados"?

Senhor ajuda-nos a proteger nossos filhos.

2. Suas ações são imitadas. Nós ensinamos pelo exemplo, não apenas por palavra.

Quando os filhos da águia precisam sair do ninho ela começa a voar sobre ele para estimulá-los a sair e alcançar novos desafios.

Quantas vezes queremos inculcar algo na cabecinha de nossos filhos que não praticamos?

Será que a verdade que estamos transmitindo, é de fato o que está em nossos corações?

Senhor ensina-nos a sermos exemplo.

3. Elas disciplinam seus filhos, não os deixa entregues a si próprios. Disciplina é um ato de amor.

4. São mães de fé, de coragem e perseverança.

A atitude mais radical da águia com seus filhos é arrancá-los do ninho e lançá-los no ar. Eles saem atrapalhados, dando cambalhotas... e a mamãe águia observa atentamente, mas os permite ir, mas antes que caiam no chão ela os agarra com suas possantes garras até que eles aprendam.

Ela jamais desiste ou deixa de investir.

"Senhor,
Ensina-nos a sermos assim com nossos filhos, a não desistir deles e investir neles, a ter coragem de lançá-los para alçar vôos até mesmo mais altos que os nossos... "

A águia é a ave que voa mais alto que todas as aves.

A mãe que ora também é assim, ela irá longe e levará seus filhos a conquistar as alturas (Isaías 40:31)

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OLHOS DESVENDADOS. VIDA MUDADA!


"Fui criada na Igreja Presbiteriana em Aracaju, SE. Participava das atividades da igreja e ajudava no que fosse necessário, mas nunca fui uma pessoa comprometida com Jesus Cristo.

Quando conheci meu esposo, um jovem temente a Deus, eu estava com 19 anos. Logo depois nos casamos. Eu vivia para os estudos e trabalho. Fiz engenharia agronômica durante seis anos. Depois, mestrado durante dois anos e, por fim, fiz o doutorado. Temos uma filha de 15 anos e um filho de 12 anos.

Até o dia do incidente narrado mais abaixo, eu dava aulas e gostava de estar na universidade o tempo. Quando chegava em casa passava a maior parte no computador, preparando meus trabalhos e atividades docentes. Meu esposo, fiel companheiro, sempre me alertava a respeito do meu descaso com meus filhos e com a Igreja. Estava colocando a minha carreira em primeiro lugar. Meus filhos foram sendo criados dentro de um padrão de classe média alta. Tinham tudo que queriam. Por não ter tempo, tudo o que eles pediam eu dava.

Um dia, minha filha chegou de um encontro jovem da Igreja. Eu percebi que ela estava muito abatida, pálida. Cheguei perto dela e perguntei se ela estava sentindo alguma coisa. Ela disse que era para eu não me preocupar, que estava bem. Disse que eu nunca me preocupei com ela e que, agora, não deveria ser diferente.

Sabe, irmã Jane Esther, eu não parava para conversar com meus filhos. Esta tarefa, quase sempre, era de meu esposo ou da empregada. Meu relacionamento com eles era importante, mass o trabalho era prioritário e consumia muito meu tempo. Naquele dia, foi diferente. Meu coração apertou.

Na hora do jantar, minha filha não desceu. Fui ao seu quarto e ela estava desmaiada. Imediatamente, meu esposo e eu fomos para o hospital. Lá foram feitos alguns exames e foi diagnosticado um coágulo em seu cérebro, devido a algum trauma que ela havia sofrido. Minha rotina mudou. Numa fração se segundo, a vida de minha filha estava por um fio. Ela entrou em coma. Os médicos estavam fazendo de tudo para salvá-la, fazendo o que podia para não deixar nenhuma sequela. Minha vida mudou completamente!

Em minha igreja tinha um grupo de oração de “Mães Unidas em Oração” que fora implantado pelas irmãs da igreja Metodista. Muitas vezes fui convida a participar, mas não queria assumir responsabilidade. Olha irmã Jane, procurei a Líder do Grupo, que já sabia o que estava acontecendo com minha filha e começamos uma batalha de oração pela vida dela. Durante o tempo que ficou hospitalizada, busquei o Autor da Minha Fé - Jesus Cristo – Aquele, com Quem eu não estava comprometida. Ele me sustentou, me deu paz e, depois de algumas semanas, minha filha foi operada. Hoje Ela está bem e não teve nenhuma sequela.

Participo do Ministério de Mães Unidas em Oração há dois anos. Hoje eu posso dizer que eu “Creio no Poder da Oração!”

Hoje, não abro mão de Jesus Cristo, da minha família e da minha igreja. Elas são as minhas prioridades. Tudo mais vem depois.

Maria Eduarda Gomes Albuquerque
Aracaju, SE
(Este testemunho foi publicado com autorização expressa da mãe. Os nomes são omitidos para preservar o sigilo dos filhos.)


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terça-feira, 10 de maio de 2016

O PODER DA ORAÇÃO


Impossível medir!
Porque, além de abstrato, é também infinito!...
É Concerto de Deus, que na Cruz foi escrito.
Vai além da voz que suplica e agradece,
antecedendo até mesmo a mais longa das preces.
É tão forte, que todo o temor afugenta,
ultrapassando os limites da alma sedenta.

Impossível pesar!

Porque é pote invisível que contém paz real,
como a essência que inibe todo o laço do mal.
É algo transparente que desliza no ar!...
Misturando-se às bênçãos que enfeitam o altar.
E transformando o pecado em celeiro do bem,
com a força da fé nos leva muito além!...

Impossível tocar!
Porém, tão fácil e tão maravilhoso sentir.
Porque é sopro do Céu, que está sempre a fluir.
É presença que liberta que faz compreender...
Levando a humanidade a se arrepender.
Sim! O Poder da Oração é chama que traduz
a mais linda promessa selada na Cruz!

Ruth Pessanha Vianna 
(Mãe Unidas em Oração - Membro da AELB (Academia Evangélica de Letras do Brasil) e da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro)

Mães Unidas em Oração, filhos protegidos.
Todo Filho precisa de Uma Mãe Que Ora!
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O CUIDADO DE DEUS NAS PEQUENAS E NAS GRANDES COISAS

"Prezada irmã Jane Esther

Desejo compartilhar com as mães o testemunho de dois fatos que ocorreram comigo e meu filho.

1º Fato: Sempre que meu filho sai sem a companhia de alguém conhecido de confiança, peço a Deus que o guarde e que o traga de volta em segurança (creio que seja um pedido comum de toda mãe).
Em um domingo à tarde e meu filho veio me pedir para ir à igreja de um colega da escola, disse que era congresso dos adolescentes e que gostaria muito de ir, meio desconfiada, deixei que fosse.

Fui à igreja e no caminho de volta, voltei caminhando junto com meu esposo, e quando passei em frente a uma boate, que foi criada exclusivamente para adolescentes, ouvi a voz de Deus claramente dizer: "Seu filho está lá dentro."

Quando cheguei em casa disse para meu marido que iria buscar meu filho, ele disse que eu estava louca, que fico ouvindo coisas. Não dei confiança ao que ele disse e fui para frente da boate e fiquei entre a multidão que estava do lado de fora (era uma cena impressionante, só havia adolescentes).

Quando os seguranças abriram as portas meu filho foi o primeiro a sair, fui até ele e falei para ele ir andando na minha frente. Ficou quieto ouvindo tudo o que eu falava, mas com cara de quem não estava nem aí. Ele não demonstrou estar preocupado com o que aconteceu.

Quando cheguei em casa meu esposo perguntou aonde que ele estava, eu respondi que ele estava aonde Deus tinha me dito que estava. Ele ficou quieto me olhando com olhos arregalados.

2º Fato: Outro dia cheguei em casa do trabalho e meu filho não estava. Meu esposo disse que ele estava no aniversário de um amigo da escola.

Quando deu certa hora meu coração ficou extremamente angustiado, fiquei muito inquieta. Então liguei para o celular dele, ele não atendia, insisti por várias vezes, até que em um momento a chamada foi aceita, mas não foi ele que atendeu, pois o celular estava no bolso e conectado ao fone de ouvido. Foi de Deus, pois eu ouvia tudo o que se passava, mas ele não me ouvia, porque o fone não estava em seu ouvido. Então pude ouvir a conversa do grupo em que ele estava e ouvi claramente a hora em que ofereceram maconha ao meu filho, eu pelo telefone não podia fazer nada a não ser orar naquele momento. Meu coração estava tão aflito que não me lembro às palavras que usei na oração, a única coisa que sei é que Deus me ouviu e trouxe meu filho para casa.

Quando ele chegou eu o confrontei e ele falou tudo o que tinha acontecido, choramos e oramos juntos e então pude orientá-lo.
Às vezes dizemos que confiamos no Senhor e por isso entregamos os passos de nossos filhos a Ele, mas não temos a dimensão o quanto Deus pode fazer realmente.

Essa faixa etária tem uma facilidade muito grande de ser induzida. Se Deus não tivesse me mostrado essas situações para que eu pudesse repreendê-lo, meu filho poderia ter tomado outros rumos que seriam difíceis de retorno.

Louvo a Deus pelo seu cuidado nas pequenas e nas grandes coisas."

Mãe Unida em Oração de Jacarepaguá - Rio de Janeiro, RJ
(Este testemunho foi publicado com autorização expressa da mãe. Os nomes são omitidos para preservar o sigilo do filho.)

O CHORO DIFERENCIADO DAS MÃES

Eu poderia começar este texto sob outros títulos. Por exemplo: “Por que as mães choram tanto?”. Inúmeros títulos poderiam ser usados hoje nesse universo único do coração materno. Optei por esse, por considerá-lo mais abrangente.

Sou mãe e, como tantas outras, tenho duas certezas: desde as eras mais remotas as mães choram de alegria e de tristeza. No primeiro caso, o que as faz sorrir são as fortes emoções que alegram não apenas o seu coração, mas enfeitam sua alma. No segundo caso, o que as faz chorar é, sobretudo, a ingratidão dos filhos, o desamor camuflado, a incompreensão, a arrogância e desobediência. Em ambos os casos, as mães expressam seu sentimento através das lágrimas. Mãe é assim mesmo; às vezes, chora sem nem mesmo saber o porquê. Alguém já disse que elas são tão iguais nas suas emoções, que só mudam de endereço.

Para retratar com mais fidelidade esse universo materno a Bíblia é a mais perfeita das telas. Sempre que escrevo sobre o Dia das Mães, busco em suas páginas as histórias que mais me emocionam. Confesso não conter as lágrimas todas as vezes que paro no Cântico de Maria e no de Ana. Dois perfis totalmente diferentes. Maria, uma adolescente, virgem, que chora de emoção ao ser surpreendida pelo anjo anunciando-lhe que será mãe do Filho de Deus; e, mais tarde, diante da rude Cruz, chora a dor de ver seu filho pendurado naquele madeiro. Ana, uma mulher angustiada pela impossibilidade de engravidar, sofrendo a zombaria da outra esposa de Elcana, que se julgava superior por lhe dar filhos. Mas Deus ouviu suas orações e ela foi agraciada com a maternidade; então ela exulta, chora de felicidade ao ter nos braços seu filho Samuel, consagrando-o ao Senhor. No livro de Gênesis, outras histórias – Sara e Agar, Raquel e Bila – continuam mexendo com todas as mulheres, sejam elas mães ou não.

Em épocas distintas, inúmeras mulheres citadas nas Escrituras Sagradas choraram de alegria e também de tristeza. O choro de Joquebede, de Noemi, Rute, Isabel, e muitas outras, ficou lá no passado, mas continua mexendo com todas nós, mães do Terceiro Milênio. Em relação à tristeza que continua corroendo os corações maternos, fico imaginando a dor e o desapontamento daquelas mães que deram à luz o perverso Nero; o nazista, Adolf Hitler e seu carrasco exterminador de milhares de judeus – algozes no holocausto; enfim, a todos que foram embalados com canções de ninar, mas, ao crescerem, vestiram-se de bestas-feras.

Nessas últimas décadas, fico imaginando a enxurrada de lágrimas das mães de assassinos, traficantes, matadores por encomenda; enfim, profissionais do crime organizado, arautos da morte. Certamente, elas sofrem com as escolhas criminosas dos filhos ao deixarem seus lares, esquecendo-se dos ensinamentos recebidos desde o berço. Um exemplo bem recente, que nos enche de vergonha e indignação, deve ter feito muita mãe chorar. Refiro-me àquele domingo, 17 de abril de 2016, com a Câmara repleta de deputados para a votação do impeachment da Presidente da República.

Fico imaginando as mães daqueles políticos, corruptos por natureza, que se esqueceram totalmente delas e dos princípios ministrados por elas desde a infância, e se comportaram como moleques, desrespeitando todos que ali estavam; além de transformarem aquele dia em vergonha nacional, macularam com seus atos vis as insígnias que tinham no peito. Um deles, num gesto covarde e infeliz, cuspiu no rosto do adversário, insultando-o e fazendo ameaças. Foi repugnante! Naquele momento, muita mãe deve ter engasgado com tanta insensatez de seus filhos; e perguntado a Deus, com muita tristeza: “Senhor, onde eu errei na educação de meus filhos? Não foi isso que ensinei a eles!”. A mim, particularmente, chocou-me a frieza de alguns e o falso patriotismo de muitos, estampado apenas em suas vestes, sem raízes; algo que dói nos verdadeiros cidadãos, nos brasileiros que ainda sonham com um país livre dessa erva daninha, e lutam por essa causa nobre.

E pensar que tudo isso aconteceu no mês de abril, em cujo calendário destaca-se datas sagradas para o nosso povo, tais como: Tiradentes, Descobrimento do Brasil, Dia da Terra. Pobres mães! Somente o Pai lá de Cima para lhes enxugar os olhos e fazê-las sorrir. Refletindo sobre tudo isso, não posso deixar de falar no Poder da Oração, e reforçar esta verdade: “Todo filho precisa de uma mãe que ora”. A mãe que consagra seus filhos ao Senhor, e os acompanha em oração, vai chorar também, é claro; mas com a certeza de ter cumprido a missão que lhe foi confiada por seu Criador. Agradeço a Deus a bênção de integrar o grupo de “Mães Unidas em Oração”. Santo Ministério!

Há uma mensagem lindíssima, intitulada “No Dia em que Deus criou as Mães”, sempre repetida na Internet por ocasião do Dia das Mães. Ela descreve um diálogo entre um anjo e Deus. Achei oportuno extrair dela este pequeno trecho: Observando o Criador tão preocupado em criar uma criatura diferenciada das outras, capaz de resistir a todo tipo de sofrimento, o anjo vai acompanhando cada etapa dessa criação especial. Ao perceber que Deus dá por encerrada sua tarefa, ele exclama: “Senhor, ela é linda! Mas parece tão delicada e frágil!”. Deus responde: “Parece, mas não é. Ela é capaz de curar qualquer coisa com apenas um beijo, desde um ferimento comum, até as dores de uma paixão. Com apenas um olhar ela pode acalmar seus filhos e evitar contendas”. O anjo continua contemplando a obra-prima, e fala: “Senhor, há um vazamento ali!...”. Então o Criador responde: “Não é um vazamento, é uma lágrima! Serve para expressar alegria, tristeza, dor, solidão, ingratidão, e muitos outros sentimentos presentes somente no coração materno”.

Interpretar as lágrimas de uma mãe não é tarefa nem mesmo para outra mãe. Somente Deus, o Criador de todas as criaturas, sabe diferenciar o choro de cada uma.

Ruth Pessanha Vianna 

(Mãe Unidas em Oração - Membro da AELB (Academia Evangélica de Letras do Brasil) e da Catedral Presbiteriana do Rio de Janeiro)

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