Ministério Internacional de Mães Unidas em Oração

Ministério Internacional de Mães Unidas em Oração
O Ministério Moms In Prayer International, anteriormente conhecido como Moms In Touch / Mães em Contato, chama-se, atualmente, Mães Unidas em Oração no Brasil. Começou em 1984, em Bristish Columbia, Canadá com Fern Nichols. Atualmente o Ministério está em quase 150 países. É um ministério de oração em favor dos nossos filhos (biológicos, adotivos e espirituais), os colegas deles, suas escolas, professores e diretores para que sejam guiados por altos valores bíblicos e morais e, assim, cobrir todas as escolas do mundo com uma rede de proteção espiritual através da oração. A base do Ministério são as escolas de nossos filhos. (Educação Infantil até a Universidade)

quarta-feira, 25 de junho de 2014

QUINTA DA BOA VISTA - ORAÇÃO DE GRATIDÃO - Pra. Lilian Salles

Dia 31 de maio de 2014, bem de manhã, antes que as mães chegassem estávamos na Quinta da Boa Vista, orando a Deus pelo Encontro de Celebração dos 20 anos de Mães Unidas em Oração no Brasil. Pra. Lilian Salles, Coordenadora de Mães Unidas em Oração foi usada por Deus para clamar pelo reunião...

Muitos foram os locais pelo Brasil, que durante todo o mês de maio agradeceram a Deus pelo Ministério que este ano celebra 30 anos no mundo.. O Ministério está em 143 países.

São mães comprometidas com a oração. Deus tem feito uma obra notável. Deus levanta as mães e, a obra cresce.... É impressionante o agir de Deus....


UMA FRAÇÃO DE SEGUNDOS E, TUDO MUDA...

"A paz do Senhor, irmã Jane Esther,
Estou enviando este testemunho em nome da Irmã Adriana Moraes nossa companheira de oração aqui em Itapira, SP.
Desde o início quando a irmã Adriana se tornou Mãe Unida em Oração todas reuniões pedia oração para seu filho Vinícius, que estava passando por uma fase de rebeldia e em consequência afastou-se da igreja. 
Nós orávamos pedindo que o senhor cuidasse do Vinícius. 
Meses atrás o Vinícius e mais alguns amigos resolveram nadar em um rio aqui da cidade, inclusive meu filho Reuel, que também estava distanciado da comunhão da igreja.
As margens do rio tinha um balanço, os meninos resolveram balançar e saltar no rio, estou mandando o Vídeo que foi gravado pelo celular de um amigo.
O primeiro a saltar foi meu filho, logo em seguida o Vinícius que ao saltar sofreu um terrível acidente, teve fratura no crânio e ficou desacordado, foi tirado da água pelo Reuel e socorrido a Santa Casa, onde ficou três dias em observação e por mais seis meses, precisará de cuidados especiais, mas devido a essa experiência voltou para a igreja, participa da JUABI (união dos jovens) e tem sido uma benção.

Isso nos mostra como o Senhor é fiel, e que nós Mães não podemos deixar de orar nunca! Um grande abraço na paz do Senhor!"

Siloé Adorno e Adriana
(Mães Unidas em Oração em Itapira, SP)

Todo Filhos Precisa de Uma Mãe Que Ora
Você já Orou Pelo Seu Filho Hoje.

FAÇA PARTE DA REDE MUNDIAL DE ORAÇÃO!
Envie, agora o seu e-mail para:
contato@maesunidasemoracao.org  
e receba todas as informações. 
Não perca tempo, seu filho precisa de você!






sábado, 21 de junho de 2014

NEM TUDO QUE RELUZ É OURO!


“Prezada irmã Jane Esther,

Antes de escrever este testemunho, fiquei pensando se realmente deveria fazê-lo, mas, uma noite, depois de ficar sem dormir, pensando em minha família e em tudo que aconteceu, Deus falou ao meu coração, e, então resolvi escrever para a irmã, abrindo o meu coração e autorizando esta publicação, sendo que não gostaria que o que está grifado em vermelho, fosse publicado. Conto com a sua compreensão.

Uma das maiores alegrias que recebi do Senhor Jesus Cristo, foi o privilégio de conhecer através da Revista Visão Missionária (recebi de presente de minha tia que pertence a igreja Batista) o PROMI - Projeto Mulheres Intercessoras e também o Ministério de Oração de Mães Unidas em Oração. Foi através do testemunho daquela mãe, cujo filho estava envolvido com drogas e que foi alcançado por Jesus, que meu coração transbordou. Na mesma semana entrei em contato com a irmã, para receber as informações necessárias, pois não conseguia mais, somente orar pelos meus filhos.... Eu queria mais... Para mim não tinha bênção maior do que colocar meus filhos no altar, junto com minhas companheiras de oração, uma vez por semana e sermos testemunhas da atuação de Deus na vida deles... Quantas bênçãos. Irmã Jane Esther... Coordeno 3 Grupos de Mães Unidas em Oração. Estou escrevendo e chorando de tanta alegria. Essa emoção não tem preço.

Somos uma família muita ativa na igreja, meus filhos (4 filhos: 2 meninos (9 e 12 anos); 2 meninas (13 e 16 anos) estão bem adaptados, ativos em suas respectivas faixas etárias. Meu marido, um servo de Deus profundamente comprometido com Deus, a família e o ministério.

Nos últimos 3 anos, por ocasião das férias das crianças e do verão, sempre recebemos o convite de uma família da nossa igreja, para passarmos um final de semana em sua casa de praia, o que com prazer aceitamos. É uma família muito querida é integrada na igreja. Nossos filhos são muito amigos e, freqüentemente, estamos juntos.

No 4º ano, como de praxe, fomos. Estávamos felizes com a possibilidade de descansarmos um pouco, visto que, o ano fora muito desgastante.

Pedi a minhas companheiras de Grupo de Mães Unidas em Oração que, durante a semana, orassem por meus filhos nessa viagem e, também, pela estadia na casa de praia. Mesmo indo todos os anos, sempre ficava preocupada com a piscina, com o mar, etc....

Minha filha mais velha relutou muito para ir, mas, no fim, acabou cedendo. Saímos na sexta-feira, sabendo que ficaríamos uma semana. Desde que chegamos, senti minha filha muito grudada conosco, arredia, fechada, mas...

Ela sempre entrava no mar com os irmãos. Quando íamos para piscina ficava perto de mim.

Sabe, irmã Jane Esther, minha filha é uma menina muito bonita. Chama muito a atenção. Temos muito amor por ela, pois além de ser muito meiga, delicada, estudiosa, centrada, é temente a Deus e comprometida com a obra do Senhor. Os dias passaram rápidos e muito gostosos.

No sábado, pela manhã, bem cedo, fui ao banheiro e a porta estava trancada. A luz estava acessa. Esperei um pouco e voltei para o quatro. Passada uma meia hora, voltei e novamente a porta estava trancada e a luz acessa. Perguntei baixinho se tinha alguém passando mal e, ouvi a voz de minha filha. Ela estava chorando... Pedi que abrisse a porta e depois de muito relutar, ela abriu.... Estava trêmula e pálida... Eu a levei para o quarto... Foi então que me deparei com uma situação extremamente revoltante. Minha filha me fez prometer que o que ela iria me falar, eu não poderia dizer para meu esposo, até voltar para casa. Eu prometi!

Foi então que ela começou a relatar algo que eu não queria saber, nem ouvir...Ela me disse que a pessoa que nos fez o convite para irmos a casa de praia, vinha cercando ela na igreja algumas vezes e jogando indiretas, mas como ela não queria causar problemas e sabia da amizade do pai com ele, preferiu ficar calada.Por isso que ela relutou em vir para passar a semana.

Mas que, na noite anterior, o homem entrou no quarto dela, onde dormia as meninas, colocou a mão em sua boca para ela não gritar  e tentou ... mas, ela deu uma joelhada, deu vários pontapés nele e saiu correndo para o banheiro onde permaneceu até de manhã. Ela disse que ele nunca tinha feito aquilo antes. Ela estava apavorada...

Naquele mesmo dia, conversei com meu esposo, sobre a possibilidade de voltarmos após o almoço. Ele não criou obstáculos e voltamos.

Naquela mesma semana conversei com meu esposo sobre o que tinha acontecido. Ele ficou tremendamente abatido e triste, por desconhecer o caráter de alguém que convivia com ele há tanto tempo.

Resolvermos ir ao Pastor para nos aconselhar e pedir orientação sobre como agir. Ele disse que não compartilhássemos isso com ninguém. Era para orarmos e entregarmos tudo nas mãos de Deus.

Durante todas as reuniões semanais de nosso Grupo de Mães Unidas em Oração, eu sempre colocava, em silêncio, minha filha no altar para que Deus resolvesse aquela situação da melhor maneira possível para que não houvesse um escândalo, pois seria terrível para todos e para o evangelho.

A família dele não sabe de nada até hoje, nem nossos filhos. Depois de vinte sete dias, Ele sofreu um acidente de carro e veio a falecer. A igreja sofreu muito, afinal é compreensível, pois não sabia de nada. Esse assunto foi enterrado com ele.

Minha filha está bem. O trauma passou. Ela continua integrada na igreja.

Prezada irmã Jane Esther, o motivo desse testemunho é para alertar nossas irmãs para que tenham cuidado com seus filhos. O inimigo pode estar dormindo dentro da nossa casa.”

Mãe Unida em Oração – Curitiba, PR
(Este testemunho foi publicado com autorização expressa da mãe. Os nomes são omitidos para preservar o sigilo dos filhos.

OLHOS DESVENDADOS. VIDA MUDADA!

Prezada irmã Jane,

Fui criada na Igreja Presbiteriana em Aracaju, SE. Participava das atividades da igreja e ajudava no que fosse necessário, mas nunca fui uma pessoa comprometida com Jesus Cristo. 

Quando conheci meu esposo, um jovem temente a Deus estava com 19 anos, logo depois nos casamos. Eu vivia para os estudos e trabalho. Fiz engenharia agronômica durante 6 anos, depois mestrado durante 2 anos e por fim, fiz o doutorado.  

Durante este tempo tivemos  dois filhos: uma filha de 15 anos e um filho de 12 anos.  Dava aulas e gostava de estar na universidade o tempo. Quando chegava em casa passava a maior parte no computador, preparando meus trabalhos e atividades docentes.  

Meu esposo, fiel companheiro, sempre me alertava a respeito do meu descaso com meus filhos e com a Igreja. Estava colocando a minha carreira em primeiro lugar. Meus filhos foram sendo criados dentro de um padrão de classe média alta. Tinham tudo que queriam. Por não ter tempo, tudo o que eles pediam eu dava.

Um dia, minha filha chegou de um encontro jovem da Igreja. Eu percebi que ela estava muito abatida, pálida. Cheguei perto dela e perguntei se ela estava sentindo alguma coisa. Ela disse que era para eu não me preocupar, que estava bem. Disse que eu nunca me preocupei com ela e que agora não seria diferente.

Sabe irmã Jane Esther, não parava para conversar com meus filhos, esta tarefa quase que era de meu esposo, e da empregada. Meu relacionamento com eles era importante, mas o trabalho consumia muito meu tempo.  Mas, naquele dia, foi diferente, meu coração apertou.  

Na hora do jantar, minha filha não desceu. Fui ao seu quarto e ela estava desmaiada. Imediatamente, meu esposo e eu fomos para o hospital. Lá foram feitos alguns exames e foi diagnosticado um coágulo em seu cérebro, devido a algum trauma que ela havia sofrido. Minha vida mudou. Numa fração se segundo, a vida de minha filha estava por um fio. Ela  entrou em coma.  Os médicos estavam fazendo de tudo para salva-la e não deixar nenhuma sequê-la. Minha vida mudou.

Em minha igreja tinha um grupo de Oração de Mães Unidas em Oração que fora implantado pelas irmãs da igreja Metodista.  Muitas vezes fui convida a participar, mas não queria nada que requeresse de mim responsabilidade. 

Olha irmã Jane, procurei a Líder do Grupo, que já sabia o que estava acontecendo com minha filha e começamos uma batalha de oração pela vida dela.  Durante o tempo que ficou hospitalizada,  busquei o Autor da Minha Fé: Jesus Cristo, Aquele  cujo qual eu não estava comprometida. Ele me sustentou, me deu paz, e depois de algumas semanas minha filha foi operada.  

Hoje ela está bem. Não teve nenhuma sequê-la.

Participo do Ministério Mães Unidas em Oração há 2 anos. Hoje eu posso dizer que eu creio no Pode da Oração! A minha Arma é a oração!

Hoje, não abro mão de Jesus Cristo, da minha família e da minha igreja. As outras coisas já foram acrescentadas!

Maria Eduarda Gomes Albuquerque - Aracaju, SE
(Usado com permissão )

EU PENSEI QUE ESTAVA TUDO SOB CONTROLE!

“Prezada irmã Jane Esther, 

Conheci o Ministério de Mães Unidas em Oração através de minha cunhada que mora em São Paulo.

Comecei um grupo em minha casa, com mais duas mães. O trabalho foi crescendo. Hoje, lidero 2 grupos. Participar e liderar o Ministério de  Mães Unidas em Oração foi e tem sido uma das maiores bênçãos recebidas do Senhor Jesus! Através dele alcancei forças para passar pelo que eu nunca poderia imaginar que viesse a passar. Minhas companheiras de oração foram incansáveis, dando-me todo o suporte necessário!

Minha família sempre foi integrada na Igreja.  Tenho 3 filhos. Um com 14, uma com 19 e outra com 22 anos, que são motivos de oração constantes. A cada semana, em nossa reunião de  Mães Unidas em Oração, seus nomes são colocados, um de cada vez, bem como suas escolas. Meus filhos são bênçãos de Deus para mim!

Tudo começou quando minha filha do meio terminou o ensino médio. Começou fazer o Curso preparatório para o Vestibular. Iria prestar exame para a Faculdade de Direito. Era muito estudiosa. Fez as provas e passou. Nós ficamos muito felizes, pois achávamos muito difícil ela conseguir. Nossa filha estava com 17 anos, iria completar 18 anos em junho. Veio a matrícula na Universidade. Logo, conheceu seus colegas, e começou a entrar num universo totalmente desconhecido. Participou do trote, uma preocupação para nós! Começou os estudos. Logo apareceram as amizades. Passou a colocar a Igreja em segundo plano: faltava o ensaio na equipe de louvor; não ia mais a Escola Bíblica, pois estava sempre muito cansada, etc.

Eu e meu esposo começamos a sentir que alguma coisa não estava indo tão bem assim como pensávamos. Nossa filha estava mudando rápido demais.  

Bem, estávamos em casa em um domingo, na parte da tarde, e ela nos disse  que sua turma iria fazer um “lual” na sexta-feira seguinte e que ela gostaria muito de participar, citando o nome de dois colegas, que também iriam. Disse que depois iria para a casa de uma das colegas. Nós dissemos que pensaríamos no assunto, pois achávamos perigoso! Ela saiu rindo de nós! 

Naquela semana coloquei o nome de minha filha no altar do meu grupo de  Mães Unidas em Oração. Expliquei a situação para as irmãs! Meu coração estava aflito. Minha alma estava angustiada.

Chegou sexta-feira e, logo cedo, ela perguntou se estava tudo certo. Nós dissemos que sim e, aconselhamos que tomasse muito cuidado. Que não deixasse o copo com resto de refrigerante e saísse de perto, e depois tomasse, que não aceitasse balas, que não ficasse longe de suas colegas, enfim, muitas recomendações. Ela riu novamente e saiu. Ficamos muito preocupados!

No sábado, ela não ligou, nem apareceu. Ligamos para sua colega, que  nos informou que saíra antes de tudo terminar, pois estava muito cansada. Disse que deixara nossa filha bem. Começamos a ligar para algumas pessoas que conhecíamos e... Nada!  Que aflição! Telefonei para minhas irmãs do Grupo de oração de  Mães Unidas em Oração e pedi que orassem. Meu esposo ligou para o pastor e contou o que ocorrera. Começamos a ficar desesperados.

Quando foi 2h da madrugada de domingo, soubemos que nossa filha estava no hospital. Fomos para lá. Ela estava no CTI, correndo risco de morte.  Segundo o médico, ela chegou ao hospital, desacordada, trazida por dois jovens que não quiseram se identificar. Minha filha tinha sofrido uma overdose. Ela misturou álcool com droga e, por isso entrou em coma.

Começamos a clamar a Deus pela vida dela. Não estávamos preparados para perdê-la. Nosso grupo de  Mães Unidas em Oração, nossa igreja e pessoas amigas, todos, pedíamos a Deus pela vida dela. Durante 14 dias, ela permaneceu no CTI. Passados estes dias cruciantes, seus sinais vitais foram melhorando, até que voltou do coma!

Durante sua recuperação, ela nos disse que no “lual”, lhe ofereceram um refrigerante e, depois, um coquetel de frutas. Ela nos disse também que deu uma saída e, que quando voltou, tomou o restante do coquetel. O que aconteceu em seguida, não soube mais.

Minha filha ficou traumatizada. Trancamos a matricula dela. Seu estado não permitia que estudasse, pois ficou muito debilitada!  Ela pediu perdão, pois não nos ouviu. Algumas semanas depois, chegou o dia de seu aniversário de 18 anos. Enfim, ela estava novamente conosco, agora, totalmente mudada! Um semestre depois ela retornou aos estudos na Faculdade e, em 2013, concluiu o Curso de Direito.

Prezada irmã Jane Esther, muitas vezes pensamos que nossos filhos, por estarem dentro da igreja, sendo criados no evangelho, estão preparados para enfrentar o mundo. Puro engano!” O MUNDO É CRUEL!


Muito obrigada pela atenção, pelo carinho, por ouvir o meu relato e por orar também por mim! Que Deus a recompense!

 Mãe Unida em Oração - Belo Horizonte, MG

 (Este testemunho foi publicado com autorização expressa da  Mãe. Os nomes são omitidos para preservar o sigilo dos filhos.)

NÃO SABEMOS A HORA EM QUE O INIMIGO VAI AGIR...

"Prezada irmã Jane Esther,

Tenho o privilégio de participar deste Ministério que tem sido uma bênção inaudita em minha vida...

Procurarei ser breve, visto que meu testemunho é muito longo.

Meus filhos foram criados na igreja. Tenho cinco  filhos: 3 meninos (10, 15 e 17 anos) e duas meninas (7 e 13 anos). Uma escadinha. Todos são  responsáveis. Consagrados na igreja,  participam das atividades normais da igreja para suas idades. Procuro passar para eles os valores espirituais e também os valores morais tão deixados de lado em nossa sociedade.

No final do ano passado, passamos por um trauma muito grande. Meu filho de 15 anos foi encontrado desmaiado, dentro do banheiro da escola onde ele estudava. Uma escola acima de qualquer problema. Todos os meus filhos estudam nela.

Recebemos um telefonema dizendo que ele tinha sido levado para o hospital. Ficamos desesperados, pois, nunca tivemos nenhum tipo de problema com eles na escola e também nenhum problema de saúde, a não ser, os normais: catapora, garganta inflamada, etc...

Bem, eu e meu esposo fomos correndo para o hospital e, quando lá chegamos formos informados que nosso filho estava no CTI e que era para aguardar o médico, pois ele viria nos atender e falar o que estava acontecendo....

Nossa aflição foi terrível.  Meus demais filhos estavam em casa, junto com minha mãe. Durante o momento que esperava, liguei para algumas Mães Unidas em Oração e pedi que orassem pelo meu filho. Disse que ainda não sabia o que estava acontecendo, mais que eu cria no poder da Oração e que tudo iria ficar bem.... Elas começaram a orar..

Ficamos aguardando 42 minutos. Meu Deus.... Que desespero!

Irmã Jane Esther, por mais que eu clamasse a Deus, sentia minhas pernas tremerem e meu coração disparar...

Quando o médico veio nos atender,  já estávamos esgotados de tanta aflição, mas confiantes de que Deus estava no CTI, com meu filho.

O médico disse que nosso filho estava com problemas respiratórios, e o coração muito acelerado, mas que estaria esperando o exame de sangue para ter um diagnóstico preciso.

Um pouco mais de tempo e veio o resultado do exame de sangue onde ficou constatado que o nosso filho tinha sofrido uma overdose. Eu disse para o médico que era impossível, pois, meu filho nunca havia usado nenhum tipo de droga....

Bem, ficamos no hospital até tarde. Dois colegas dele de outra série da escola estavam conosco e disseram que não sabiam o que tinha acontecido, pois na hora estavam em aula...

O médico nos aconselhou a irmos para casa visto que nada mais poderíamos fazer a não ser aguardar as próximas horas. Nosso filho não usava drogas. O que tinha acontecido?

No dia seguinte fomos cedo para o hospital. O quadro do meu filho não tinha nenhum sinal de melhora. Ele continuava em coma... Continuávamos clamando a Deus. Minhas irmãs Mães Unidas em Oração de minha Igreja Congregacional em São Paulo estavam orando...

Durante o coma de meu filho procuramos saber o que aconteceu e fomos informados que meu filho estava junto como alguns “colegas” tomando refrigerante e conversando na hora do intervalo... Por alguns minutos deixou o copo com o refrigerante na mesa do refeitório da escola e foi buscar um salgadinho. Ele voltou e continuou comendo o salgado e na hora que tomou o restante do refrigerante, começou a passar mal e com ânsia de vômito. Segundo os colegas ele foi para o banheiro, onde passou muito mal e vindo a desmaiar...

Bem, só saberíamos com certeza o que teria acontecido no momento em que ele acordasse...

Prezada irmã, foram seis longos dias, onde meu filho ficou no CTI. Graças a Deus ele voltou. 

Ficou muito assustado com tudo. Foi então que a narrativa acima estava confirmada. Ele disse apenas que dois dos rapazes não era do grupo dele de colegas...

Os dois foram denunciados... Eles disseram para a polícia que apenas queriam fazer uma brincadeira com o “certinho” da turma.

Com são menores de idade, foram encaminhados para uma repartição de menores....

Bem, meu filho está bem. Não teve nenhuma sequela. Apenas ficou um pouco lerdo e triste, quando teve alta do hospital.

Todos os meus filhos ficaram com muito medo e também os demais colegas da escola.

Muito obrigada Mães Unidas em Oração. Vocês são extraordinárias......

Temos a FÉ que vê o invisível. A FÉ Crê no incrível e a FÉ recebe o impossível... Deus é fiel!

Espero que este testemunho sirva de alerta para as demais mães, pois os dias são maus. Precisamos pedir a proteção para os nossos filhos, pois não sabemos a hora em que o inimigo vai agir....

Myrthes Albuquerque da Costa Franco - São Paulo, SP
(Não foram citados os nomes dos filhos a pedido da Mãe Unida em Oração)


sexta-feira, 20 de junho de 2014

APENAS UMA BALA

"Prezadas irmãs,


Sou Mãe Unida em Oração, comecei como Intercessora Individual, até que Deus me enviou mais 3 mães e já temos nosso grupo. Conheci o Ministério há pouco tempo através do Programa REENCONTRO na TV Brasil, no Momento de Mães Unidas em Oração. Enviei um e-mail, recebi todas as informações necessárias, além minha Ficha de Matrícula e também a Ficha de Cadastro de meus filhos e suas escolas. Foi maravilhoso! 

Tenho orado incessantemente pela escola de meus três filhos. Ainda estou aprendendo a colocar meus filhos no Altar do Senhor. Não tinha este compromisso. Orava, mas não com compromisso... Agora, não deixo de orar por eles...

Semana retrasada, minha filha mais nova de 11 anos, na hora do recreio foi comprar doces pela grade da escola com ambulantes que ficam na calçada. Dentre eles estava um rapaz que ofereceu balas. As demais colegas não compraram balas e, sim, outros doces. Minha filha comprou. Ela colocou a bala na boca e logo em seguida, após engolir um pouco do doce da bala, sentiu uma tonteira e caiu. A bala caiu de sua boca. As colegas chamaram a professora que, em seguida, levou minha filha para o hospital. Lá, após fazerem um exame de sangue, ficou comprovado que a bala estava com drogas. Minha filha está bem, graças a Deus, mas foi um momento muito preocupante. Escrevo estas linhas para que as Mães do Brasil fiquem atentas..."

Sandra Regina Cerqueira
(Mãe Unida em Oração – São Luis, MA)




CARTA DE UMA MÃE COM ALZHEIMER PARA SUA FILHA


"Querida filha, escute com atenção o que tenho para falar. O dia que esta doença se apoderar totalmente de mim e eu não for mais a mesma, tenha paciência e me compreenda...

Quando eu derrubar comida sobre minha roupa e esquecer como calçar meus sapatos, não perca sua paciência...

Lembre-se das horas que passei lhe ensinado essas mesmas coisas. 

Quando eu ficar andando pela casa no meio da noite, não te irrites comigo, apenas me conduza de volta a minha cama para eu dormir... 

Quantas vezes, durante noites e noites, eu conduzi em meus braços, para acalentar-te, e depois, com todo amor, colocava você no berço para dormir...

Se ao conversar com você repito as mesmas palavras e você já sabe o final da historia, não me interrompa e me escuta... 

Quando era pequena tive que contar pra você mil vezes a mesma historia para que dormisse... 

Quando fizer minhas necessidades em mim, não sinta vergonha nem fique brava, pois não posso controlar-me...

Pense em quantas vezes, quando você era pequena, te limpei e te ajudei quando você também não podia se controlar...

Não se sinta triste ao me ver assim. É possível que eu já não entenda suas palavras, mas sempre entenderei seus abraços, seus carinhos e seus beijos.

Te desejo o melhor para sua vida com todo o meu coração.
Sua mãe."
(adaptado)

PAI, COMEÇA O COMEÇO!

Quando eu era criança e pegava uma tangerina para descascar, corria para minha mãe e pedia: “- mãe, começa o começo!”


O que eu queria era que ela fizesse o primeiro rasgo na casca, o mais difícil e resistente para as minhas pequenas mãos. Depois, sorridente, ela sempre acabava descascando toda a fruta para mim. Mas, outras vezes, eu mesmo tirava o restante da casca a partir daquele primeiro rasgo providencial que ela havia feito.

Minha mãe faleceu há muito tempo, mesmo assim, sinto grande desejo de tê-la ainda ao meu lado para, pelo menos, “começar o começo” de tantas cascas duras que encontro pelo caminho. 

Hoje, minhas “tangerinas” são outras. Preciso “descascar” as dificuldades do trabalho, os obstáculos dos relacionamentos com amigos, os problemas no núcleo familiar, o esforço diário que é a construção do casamento, os retoques e pinceladas de sabedoria na imensa arte de viabilizar filhos realizados e felizes, ou então, o enfrentamento sempre tão difícil de doenças, perdas, traumas, separações, mortes, dificuldades financeiras e, até mesmo, as dúvidas e conflitos que nos afligem diante de decisões e desafios.

Em certas ocasiões, minhas tangerinas transformam-se em enormes abacaxis...

Lembro-me, então, que a segurança de ser atendido pela mamãe quando lhe pedia para “começar o começo” era o que me dava a certeza que conseguiria chegar até ao último pedacinho da casca e saborear a fruta. 

O carinho e a atenção que eu recebia de minha mãe me levaram a pedir ajuda a Deus, meu Pai do Céu, que nunca morre e sempre está ao meu lado. 

Minha mãe terrena me ensinou que Deus, o Pai do Céu, é eterno e que Seu amor é a garantia das nossas vitórias.

Quando a vida parecer muito grossa e difícil, como a casca de uma tangerina para as mãos frágeis de uma criança, lembre-se de pedir a Deus: “- Pai, começa o começo!”. Ele não só “começará o começo”, mas resolverá toda a situação para você.

Não sei que tipo de dificuldade eu e você estamos enfrentando ou encontraremos pela frente neste ano e no restante de nossas vidas, mas uma coisa eu tenho certeza: vou me garantir no Amor Eterno de Deus para pedir, sempre que for preciso: “Pai, começa o começo!”

O QUE É BULLYING E CYBERBULLYING

Devido ao fato de ser um fenômeno que só recentemente ganhou mais atenção, o assédio escolar ainda não possui um termo específico consensual, sendo o termo em inglês bullying constantemente utilizado pela mídia de língua portuguesa.

1. Terminologia

Bullying (bully- «tiranete» ou «valentão»). Existem, entretanto, alternativas como acossamento, ameaça, assédio, intimidação, além dos mais informais judiar e implicar, além de diversos outros termos utilizado pelos próprios estudantes em diversas regiões.

É um termo frequentemente usado para descrever uma forma de assédio interpretado por alguém que está, de alguma forma, em condições de exercer o seu poder sobre alguém ou sobre um grupo mais fraco. São atos de violência física ou psicológica, intencionais e repetidos, praticados por um indivíduo ou grupo de indivíduos com o objetivo de intimidar ou agredir outro indivíduo (ou grupo de indivíduos) incapaz(es) de se defender. Também existem as vítimas/agressoras, ou autores/alvos, que em determinados momentos cometem agressões, porém também são vítimas de assédio escolar pela turma.

2.  Caracterização do assédio escolar

O cientista sueco - que trabalhou por muito tempo em Bergen (Noruega) - Dan Olweus define assédio escolar em três termos essenciais:

Ø o comportamento é agressivo e negativo;
Ø  o comportamento é executado repetidamente;
Ø  o comportamento ocorre num relacionamento onde há um desequilíbrio de poder entre as partes envolvidas.

O assédio escolar divide-se em duas categorias:

Ø  assédio escolar direto;
Ø  assédio escolar indireto, também conhecido como agressão social

O bullying direto é a forma mais comum entre os agressores (bullies) masculinos. A agressão social ou bullying indireto é a forma mais comum em bullies do sexo feminino e crianças pequenas, e é caracterizada por forçar a vítima ao isolamento social. Este isolamento é obtido por meio de uma vasta variedade de técnicas, que incluem:

Ø  espalhar comentários;
Ø  recusa em se socializar com a vítima;
Ø  intimidar outras pessoas que desejam se socializar com a vítima;
Ø  ridicularizar o modo de vestir ou outros aspectos socialmente significativos (incluindo a etnia da vítima, religião, incapacidades etc).

O assédio escolar pode ocorrer em situações envolvendo a escola ou faculdade/universidade, o local de trabalho, os vizinhos e até mesmo países. Qualquer que seja a situação, a estrutura de poder é tipicamente evidente entre o agressor (bully) e a vítima. Para aqueles fora do relacionamento, parece que o poder do agressor depende somente da percepção da vítima, que parece estar a mais intimidada para oferecer alguma resistência. Todavia, a vítima geralmente tem motivos para temer o agressor, devido às ameaças ou concretizações de violência física/sexual, ou perda dos meios de subsistência.

3.  Características dos bullies

Pesquisas indicam que adolescentes agressores têm personalidades autoritárias, combinadas com uma forte necessidade de controlar ou dominar. Também tem sido sugerido que uma deficiência em habilidades sociais e um ponto de vista preconceituoso sobre subordinados podem ser particulares fatores de risco. Estudos adicionais têm mostrado que enquanto inveja e ressentimento podem ser motivos para a prática do assédio escolar, ao contrário da crença popular, há pouca evidência que sugira que os bullies sofram de qualquer déficit de auto-estima. Outros pesquisadores também identificaram a rapidez em se enraivecer e usar a força, em acréscimo a comportamentos agressivos, o ato de encarar as ações de outros como hostis, a preocupação com a auto-imagem e o empenho em ações obsessivas ou rígidas. É frequentemente sugerido que os comportamentos agressivos têm sua origem na infância:

"Se o comportamento agressivo não é desafiado na infância, há o risco de que ele se torne habitual. Realmente, há evidência documental que indica que a prática do assédio escolar durante a infância põe a criança em risco de comportamento criminoso e violência doméstica na idade adulta".

O assédio escolar não envolve necessariamente criminalidade ou violência. Por exemplo, o assédio escolar frequentemente funciona por meio de abuso psicológico ou verbal. Os bullies sempre existiram, mas, eram (e ainda são) chamados em português de rufias, esfola-caras, brigões, acossadores, cabriões, valentões e verdugos.

Os valentões costumam ser hostis, intolerantes e usar a força para resolver seus problemas.

4.  Tipos de assédio escolar

Os bullies usam principalmente uma combinação de intimidação e humilhação para atormentar os outros. Abaixo, alguns exemplos das técnicas de assédio escolar:

Ø  insultar a vítima;
Ø  acusar sistematicamente a vítima de não servir para nada;
Ø  ataques físicos repetidos contra uma pessoa, seja contra o corpo dela ou propriedade.
Ø  interferir com a propriedade pessoal de uma pessoa, livros ou material escolar, roupas, etc, danificando-os.
Ø   espalhar rumores negativos sobre a vítima;
Ø   depreciar a vítima sem qualquer motivo;
Ø   fazer com que a vítima faça o que ela não quer, ameaçando-a para seguir as ordens;
Ø  colocar a vítima em situação problemática com alguém (geralmente, uma autoridade), ou conseguir uma ação disciplinar contra a vítima, por algo que ela não cometeu ou que foi exagerado pelo bully;
Ø  fazer comentários depreciativos sobre a família de uma pessoa (particularmente a mãe), sobre o local de moradia de alguém, aparência pessoal, orientação sexual, religião, etnia, nível de renda, nacionalidade ou qualquer outra inferioridade depreendida da qual o bully tenha tomado ciência;
Ø   isolamento social da vítima;
Ø  usar as tecnologias de informação para praticar o cyberbullying (criar páginas falsas, comunidades ou perfis sobre a vítima em sites de relacionamento com publicação de fotos etc);
Ø  chantagem.
Ø  expressões ameaçadoras;
Ø  grafitagem depreciativa;
Ø  usar de sarcasmo evidente para se passar por amigo (para alguém de fora) enquanto assegura o controle e a posição em relação à vítima (isto ocorre com frequência logo após o bully avaliar que a pessoa é uma "vítima perfeita").
Fazer que a vítima passe vergonha na frente de várias pessoas.

4.1. Bullying professor-aluno

O assédio escolar pode ser praticado de um professor para um aluno. As técnicas mais comuns são:

Ø  intimidar o aluno em voz alta rebaixando-o perante a classe e ofendendo sua auto-estima. Uma forma mais cruel e severa é manipular a classe contra um único aluno o expondo a humilhação;
Ø  assumir um critério mais rigoroso na correção de provas com o aluno e não com os demais. Alguns professores podem perseguir alunos com notas baixas;
Ø  ameaçar o aluno de reprovação;
Ø  negar ao aluno o direito de ir ao banheiro ou beber água, expondo-o a tortura psicológica;
Ø  difamar o aluno no conselho de professores, aos coordenadores e acusá-lo de atos que não cometeu;
Ø  tortura física, mais comuns em crianças pequenas. Puxões de orelha, tapas e cascudos.
Ø  tais atos violam o Estatuto da Criança e do Adolescente e podem ser denunciados em um Boletim de Ocorrência numa delegacia ou no Ministério Público. A revisão de provas pode ser requerida ao pedagogo ou coordenador e em caso de recusa, por medida judicial.

5.  Locais de assédio escolar

O assédio escolar pode acontecer em qualquer contexto no qual seres humanos interajam, tais como escolas, universidades, famílias, entre vizinhos e em locais de trabalho.

5.1. Escolas

Em escolas, o assédio escolar geralmente ocorre em áreas com supervisão adulta mínima ou inexistente. Ele pode acontecer em praticamente qualquer parte, dentro ou fora do prédio da escola.

Alguns sinais são comuns como a recusa da criança de ir à escola ao alegar sintomas como dor de barriga ou apresentar irritação, nervosismo ou tristeza anormais.

Um caso extremo de assédio escolar no pátio da escola foi o de um aluno do oitavo ano chamado Curtis Taylor, numa escola secundária em Iowa, Estados Unidos, que foi vítima de assédio escolar contínuo por três anos, o que incluía alcunhas jocosas, ser espancado num vestiário, ter a camisa suja com leite achocolatado e os pertences vandalizados. Tudo isso acabou por o levar ao suicídio em 21 de Março de 1993. Alguns especialistas em "bullies" denominaram essa reação extrema de "bullycídio". Os que sofrem o bullying acabam desenvolvendo problemas psíquicos muitas vezes irreversíveis, que podem até levar a atitudes extremas como a que ocorreu com Jeremy Wade Delle. Jeremy se matou em 8 de janeiro de 1991, aos 15 anos de idade, numa escola na cidade de Dallas, Texas, EUA, dentro da sala de aula e em frente de 30 colegas e da professora de inglês, como forma de protesto pelos atos de perseguição que sofria constantemente. Esta história inspirou uma música (Jeremy) interpretada por Eddie Vedder, vocalista da banda estadunidense Pearl Jam.

Na última década de 90, os Estados Unidos viveram uma epidemia de tiroteios em escolas (dos quais o mais notório foi o massacre de Columbine). Muitas das crianças por trás destes tiroteios afirmavam serem vítimas de bullies e que somente haviam recorrido à violência depois que a administração da escola havia falhado repetidamente em intervir. Em muitos destes casos, as vítimas dos atiradores processaram tanto as famílias dos atiradores quanto as escolas. Como resultado destas tendências, escolas em muitos países passaram a desencorajar fortemente a prática do assédio escolar, com programas projetados para promover a cooperação entre os estudantes, bem como o treinamento de alunos como moderadores para intervir na resolução de disputas, configurando uma forma de suporte por parte dos pares.

O assédio escolar nas escolas (ou em outras instituições superiores de ensino) pode também assumir, por exemplo, a forma de avaliações abaixo da média, não retorno das tarefas escolares, segregação de estudantes competentes por professores incompetentes ou não-atuantes, para proteger a reputação de uma instituição de ensino. Isto é feito para que seus programas e códigos internos de conduta nunca sejam questionados, e que os pais (que geralmente pagam as taxas) sejam levados a acreditar que seus filhos são incapazes de lidar com o curso. Tipicamente, estas atitudes servem para criar a política não-escrita de "se você é estúpido, não merece ter respostas; se você não é bom, nós não te queremos aqui". Frequentemente, tais instituições (geralmente em países asiáticos) operam um programa de franquia com instituições estrangeiras (quase sempre ocidentais), com uma cláusula de que os parceiros estrangeiros não opinam quanto a avaliação local ou códigos de conduta do pessoal no local contratante. Isto serve para criar uma classe de tolos educados, pessoas com títulos acadêmicos que não aprenderam a adaptar-se a situações e a criar soluções fazendo as perguntas certas e resolvendo problemas.

5.2. Local de trabalho

O assédio escolar em locais de trabalho (algumas vezes chamado de Assédio escolar Adulto) é descrito pelo Congresso Sindical do Reino Unido como:

"Um problema sério que muito frequentemente as pessoas pensam que seja apenas um problema ocasional entre indivíduos. Mas o assédio escolar é mais do que um ataque ocasional de raiva ou briga. É uma intimidação regular e persistente que solapa a integridade e confiança da vítima do bully. E é frequentemente aceita ou mesmo encorajada como parte da cultura da organização".

5.3. Vizinhança

Entre vizinhos o assédio escolar normalmente toma a forma de intimidação por comportamento inconveniente, tais como barulho excessivo para perturbar o sono e os padrões de vida normais ou fazer queixa às autoridades (tais como a polícia) por incidentes menores ou forjados. O propósito desta forma de comportamento é fazer com que a vítima fique tão desconfortável que acabe por se mudar da propriedade. Nem todo comportamento inconveniente pode ser caracterizado como assédio escolar: a falta de sensibilidade pode ser uma explicação.

5.4. Política

O assédio escolar entre países ocorre quando um país decide impôr sua vontade a outro. Isto é feito normalmente com o uso de força militar, a ameaça de que ajuda e doações não serão entregues a um país menor ou não permitir que o país menor se associe a uma organização de comércio.

5.5. Militar

Em 2000, o Ministério da Defesa (MOD) do Reino Unido definiu o assédio escolar como : "…o uso de força física ou abuso de autoridade para intimidar ou vitimizar outros, ou para infligir castigos ilícitos".

Todavia, é afirmado que o assédio escolar militar ainda está protegido contra investigações abertas. O caso das Deepcut Barracks, no Reino Unido, é um exemplo do governo se recusar a conduzir um inquérito público completo quanto a uma possível prática de assédio escolar militar. Alguns argumentam que tal comportamento deveria ser permitido por causa de um consenso acadêmico generalizado de que os soldados são diferentes dos outros postos. Dos soldados se espera que estejam preparados para arriscarem suas vidas, e alguns acreditam que o seu treinamento deveria desenvolver o espirito de corpo para aceitar isto.

Em alguns países, rituais humilhantes entre os recrutas têm sido tolerados e mesmo exaltados como um "rito de passagem" que constrói o caráter e a resistência; enquanto em outros, o assédio escolar sistemático dos postos inferiores, jovens ou recrutas mais fracos pode na verdade ser encorajado pela política militar, seja tacitamente ou abertamente. Também, as forças armadas russas geralmente fazem com que candidatos mais velhos ou mais experientes abusem - com socos e pontapés - dos soldados mais fracos e menos experientes...

5.6. Alcunhas ou apelidos (dar nomes)

Normalmente, uma alcunha (apelido) é dada a alguém por um amigo, devido a uma característica única dele. Em alguns casos, a concessão é feita por uma característica que a vítima não quer que seja chamada, tal como uma orelha grande ou forma obscura em alguma parte do corpo. Em casos extremos, professores podem ajudar a popularizá-la, mas isto é geralmente percebido como inofensivo ou o golpe é sutil demais para ser reconhecido. Há uma discussão sobre se é pior que a vítima conheça ou não o nome pelo qual é chamada. Todavia, uma alcunha pode por vezes tornar-se tão embaraçosa que a vítima terá de se mudar (de escola, de residência ou de ambos).

5. Legislação

No Brasil, a gravidade do ato pode levar os jovens infratores à aplicação de medidas sócio-educativas. de acordo pelo código penal brasileiro, a negligência com um crime pode ser tida como uma coautoria. Na área cívil, e os pais dos bullies podem, pois, ser obrigados a pagar indenizações e podem haver processos por danos morais.

A legislação jurídica do estado brasileiro de São Paulo define assédio escolar como atitudes de violência física ou psicológica, que ocorrem sem motivação evidente praticadas contra pessoas com o objetivo de intimidá-las ou agredi-las, causando dor e angústia.

Os atos de assédio escolar configuram atos ilícitos, não porque não estão autorizados pelo nosso ordenamento jurídico, mas por desrespeitarem princípios constitucionais (ex: dignidade da pessoa humana) e o Código Civil, que determina que todo ato ilícito que cause dano a outrem gera o dever de indenizar. A responsabilidade pela prática de atos de assédio escolar pode se enquadrar também no Código de Defesa do Consumidor, tendo em vista que as escolas prestam serviço aos consumidores e são responsáveis por atos de assédio escolar que ocorram nesse contexto.

No estado brasileiro do Rio de Janeiro, uma lei estadual sancionada em 23 de setembro de 2010 institui a obrigatoriedade de escolas públicas e particulares notificarem casos de bullying à polícia. Em caso de descumprimento, a multa pode ser de três a 20 salários mínimos (até R$ 10.200) para as instituições de ensino.

Na cidade brasileira de Curitiba todas as escolas têm de registrar os casos de bullying em um livro de ocorrências, detalhando a agressão, o nome dos envolvidos e as providências adotadas.

6.1. Condenações legais

Dado que a cobertura da mídia tem exposto o quão disseminada é a prática do assédio escolar, os júris estão agora mais inclinados do que nunca a se simpatizarem com as vítimas. Em anos recentes, muitas vítimas têm movido ações judiciais diretamente contra os agressores por "imposição intencional de sofrimento emocional" e incluindo suas escolas como acusadas, sob o princípio da responsabilidade conjunta. Vítimas norte-americanas e suas famílias têm outros recursos legais, tais como processar uma escola ou professor por falta de supervisão adequada, violação dos direitos civis, discriminação racial ou de gênero ou assédio moral.

1. No Brasil

Uma pesquisa do IBGE realizada em 2009 revelou que quase um terço (30,8%) dos estudantes brasileiros informou já ter sofrido bullying, sendo maioria das vítimas do sexo masculino. A maior proporção de ocorrências foi registrada em escolas privadas (35,9%), ao passo que nas públicas os casos atingiram 29,5% dos estudantes.

No Brasil, uma pesquisa realizada em 2010 com 5.168 alunos de 25 escolas públicas e particulares revelou que as humilhações típicas do bullying são comuns em alunos da 5ª e 6ª séries. Entre todos os entrevistados, pelo menos 17% estão envolvidos com o problema - seja intimidando alguém, sendo intimidados ou os dois. A forma mais comum é a cibernética, a partir do envio de e-mails ofensivos e difamação em sites de relacionamento como o Orkut.

Em 2009, uma pesquisa do IBGE apontou as cidades de Brasília e Belo Horizonte como as capitais brasileiras com maiores índices de assédio escolar, com 35,6% e 35,3%, respectivamente, de alunos que declararam esse tipo de violência nos últimos 30 dias.

2. Casos célebres

Na Grande São Paulo, uma menina apanhou até desmaiar por colegas que a perseguiam e em Porto Alegre um jovem foi morto com arma de fogo durante um longo processo de assédio escolar.

Em maio de 2010, a Justiça obrigou os pais de um aluno do Colégio Santa Doroteia, no bairro Sion de Belo Horizonte a pagar uma indenização de R$ 8 mil a uma garota de 15 anos por conta de assédio escolar. A estudante foi classificada como G.E. (sigla para integrantes de grupo de excluídos) por ser supostamente feia e as insinuações se tornaram frequentes com o passar do tempo, e entre elas, ficaram as alcunhas de tábua, prostituta, sem peito...  Os pais da menina alegaram que procuraram a escola, mas não conseguiram resolver a questão. O juiz relatou que as atitudes do adolescente acusado pareciam não ter "limite" e que ele "prosseguiu em suas atitudes inconvenientes de 'intimidar'", o que deixou a vítima, segundo a psicóloga que depôs no caso, "triste, estressada e emocionalmente debilitada". O colégio de classe média alta não foi responsabilizado.

Em junho de 2010, um aluno de nona série do Colégio Neusa Rocha, no Bairro São Luiz, na região da Pampulha de Belo Horizonte foi espancado na saída de seu colégio, com a ajuda de mais seis estudantes armados com soco inglês. A vítima ficou sabendo que o grupo iria atacar outro colega por ele ser "folgado e atrevido", sendo inclusive convidada a participar da agressão.

Em entrevista ao Estado de Minas, disse: Eles me chamaram para brigar com o menino. Não aceitei e fui a contar a ele o que os outros estavam querendo fazer, como forma de alertá-lo. Quando a dupla soube que contei, um deles colocou o dedo na minha cara e me ameaçou dentro de sala, durante aula de ciências. Ele ainda ligou, escondido, pelo celular, para outro colega, que estuda pela manhã, e o chamou para ir à tarde na escola.

Durante 2010, Bárbara Evans, filha de Monique Evans e estudante da Universidade Anhembi Morumbi (onde cursava o primeiro ano de Nutrição), em São Paulo, entrou na Justiça com um processo de assédio escolar realizado por seus colegas. No dia 12/06/2010, um sábado à noite, o muro externo do estacionamento do campus Centro da referida Universidade foi pichado com ofensas a ela e a sua mãe.

Em recente caso julgado no Rio Grande do Sul (Proc. nº 70031750094 da 6ª Câmara Cível do TJRS), a mãe do bullie foi condenada civilmente a pagar indenização no valor de R$ 5 mil (cinco mil reais) à vítima. Foi um legítimo caso de cyberbullying, já que o dano foi causado por meio da Internet, em fotolog (flog) hospedado pelo Portal Terra. No caso, o Portal não foi responsabilizado, pois retirou as informações do ar em uma semana. Não ficou claro, entretanto, se foi uma semana após ser avisado informalmente ou após ser judicialmente notificado.

Alguns casos de assédio escolar entre crianças têm anuência dos próprios pais, como um envolvendo um garoto de 9 anos de Petrópolis. A mãe resolveu tirar satisfação com a criança que constantemente agredia seu filho na escola e na rua, mas o pai do outro garoto, em resposta, procurou a mãe do outro garoto chamado de "boiola" e "magrelo". Ela foi empurrada em uma galeria, atingida no rosto, jogada no chão e ainda teve uma costela fraturada. O caso registrado em um vídeo foi veiculado na internet e ganhou os principais jornais e telejornais brasileiros.

Em 2011, a 13ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro condenou uma escola privada a pagar indenização a uma vitima de bullying.

Em 07 de abril de 2011, ocorreu o Massacre de Realengo, no qual 12 crianças da Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, no Rio de Janeiro, foram assassinados e outras 12 crianças foram feridas a tiros. O assassino, Wellington Menezes de Oliveira, de 23 anos, ex-aluno da escola, cometeu suicídio após os crimes. O massacre foi atribuído a uma vingança por bullying.

O QUE É CYBERBULLYING

Cyberbullying é uma prática que envolve o uso de tecnologias de informação e comunicação para dar apoio a comportamentos deliberados, repetidos e hostis praticados por um indivíduo ou grupo com a intenção de prejudicar outrem. Como tem se tornado mais comum na sociedade, especialmente entre os jovens, legislações e campanhas de sensibilização têm surgido para combatê-lo.

1. Definição

O cyberbullying tem sido definido como "quando a Internet, telefones celulares ou outros dispositivos são utilizados para enviar textos ou imagens com a intenção de ferir ou constranger outra pessoa". Outros pesquisadores utilizam uma linguagem semelhante para descrever o fenômeno.

O cyberbullying pode ser tão simples como continuar a enviar e-mail para alguém que já disse que não querem mais contato com o remetente, ou então pode incluir também ameaças, comentários sexuais, rótulos pejorativos, discurso de ódio, tornar as vítimas alvo de ridicularização em fóruns ou postar declarações falsas com o objetivo de humilhar.

Os cyberbullies podem divulgar os dados pessoais das vítimas (como nome, endereço ou o local de trabalho ou de estudo, por exemplo) em sites ou fóruns, ou publicar material em seu nome que o difame ou ridicularize-o. Alguns cyberbullies também podem enviar e-mails e mensagens instantâneas ameçando e assediando as vítimas, postar rumores e boatos e instigar os outros para cima da vítima.

No Ensino Médio, as meninas são mais propensas a se envolver em cyberbullying do que os meninos. Mas independente do gênero do bully, seu objetivo é intencionalmente envergonhar, perseguir ou fazer ameaças on-line para os outros. Esse assédio moral pode ocorrer por meio de e-mail, mensagens de texto e mensagens para blogs e sites (como os de relacionamento).

O cyberbullying, via Web, pode ser considerado tão prejudicial quanto o bullying tradicional, podendo, inclusive, levar, em casos extremos, ao suicídio.

Embora o uso de comentários sexuais estejam, às vezes, presentes no cyberbullying, esse não é o mesmo que assédio sexual.

A massificação da Internet, especialmente pelo uso entre as novas gerações, contribui para o aumento do cybullying, pois, no mundo virtual, os bullies não precisam dar as caras. A prática de cyberbullying, porém, não se limita apenas às crianças, podendo ocorrer também entre adultos.

Jane Esther